COMBATE ÀS ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS

As alterações climáticas são hoje consideradas a maior ameaça ambiental do século XXI, constituindo uma preocupação transversal ao planeta. Estas alterações poderão provocar um conjunto de impactos sobre o território municipal quer ao nível do seu funcionamento ecológico, quer nas atividades humanas diárias e estruturas edificadas e nas infraestruturas, enquanto dimensões que o compõem.

Neste quadro alarmante, o município de Lisboa vem agora reafirmar o seu envolvimento através de uma Estratégia de Adaptação às Alterações Climáticas (EMAAC). A EMAAC pretende fazer frente a este importante desafio do século XXI com consequências a todos os níveis, a que o planeamento e a gestão da cidade terão de dar respostas concretas.

Construir uma Cidade resiliente às Alterações Climáticas: preparada para o futuro, adaptada no presente!

A resposta deverá ser orientada para:

  • no presente e a médio prazo, a ocorrência de precipitação excessiva e de tempestades de inverno, com chuva e vento forte, constituem os maiores riscos;
  • a longo prazo, no final do século, as temperaturas elevadas constituirão a maior ameaça.

Objetivos:

Melhorar o nível de conhecimento sobre as alterações climáticas, como base das políticas de adaptação, assentes no aprofundamento contínuo do conhecimento e da monitorização.

Adotar medidas de adaptação através de objetivos específicos, delineados segundo linhas programáticas em cada eixo estratégico desta EMAAC.

Promover a integração da adaptação em políticas sectoriais, promovidas através de ações e projetos desenvolvidos no âmbito do planeamento urbanístico, gestão urbanística e governança.

Fortalecer parcerias entre entidades e organismos públicos e privados responsáveis pela gestão da cidade.

Concretamente, a visão estratégica para Lisboa face às alterações climáticas é construída segundo três eixos estratégicos, delineados numa vertente de operacionalização, permitindo uma intervenção transversal aos domínios do planeamento territorial, da gestão operacional e da governação

Eixo A – Adaptar a cidade às alterações climáticas: “fruir a água” e adaptar o território para o calor:

  • Pensar à escala metropolitana e preparar ação local
  • Aprofundar o conhecimento: características e
  • vulnerabilidades da cidade
  • Redesenhar a Paisagem e potenciar o ciclo da água
  • Considerar o vento no desenho da cidade
  • Potenciar a eficiência energética do edificado
  • Assegurar a resiliência do subsistema frente ribeirinha
  • Prosseguir a mitigação na adaptação

Eixo B – Promover uma gestão inteligente e integrada para uma cidade mais resiliente:

  • Agilizar a partilha de informação
  • Adaptar a gestão da infraestrutura verde
  • Reforçar a presença da infraestrutura verde nos tecidos urbanos mais densamente construídos
  • Aumentar a resiliência do espaço público ao vento
  • Otimizar a gestão urbana para “fruir a água”
  • Promover a reabilitação urbana como instrumento de resiliência
  • Fomentar uma gestão integrada à escala da AML

Eixo C – Envolver a comunidade para uma cidadania participada e promover a capacitação coletiva:

  • Desenvolver a cidadania e criar redes de participação
  • Envolver os atores-chave
  • Articular com as Juntas de Freguesia (JF) e com a AML
  • Incrementar uma cultura de transversalidade no Município