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Segundo os princípios de lean manufacturing, o desperdício pode ser identificado em oito grandes grupos:

1. Transporte

Cada vez que um recurso humano ou material (pessoas, equipamentos, ferramentas, documentos ou materiais) for transportado de um local para outro sem necessidade, um meio de transporte é desperdiçado.

Exemplos destes desperdícios são: o transporte de peças erradas, o envio de materiais para o local errado ou na hora errada, ou o envio de documentos para lugares errados.

2. Stock

A origem do desperdício de stock pode ocorrer na compra e armazenamento de excedentes de insumos, materiais ou outros recursos e também no excesso de materiais em processo (work in process) acumulados. Na maioria das vezes, a principal causa é a falta de planeamento e o desconhecimento do setor de compras com relação ao consumo real ou taxa de utilização de um determinado recurso.

O excesso de stock constitui um maior custo para a empresa: ocupação de área e manutenção do inventário e do stock, analisando a possibilidade de se armazenar produtos obsoletos.

3. Movimentos

O desperdício ocorre quando há movimentos desnecessários do corpo ao executar uma tarefa. Este pode ser decorrer quando os trabalhadores fazem movimentos corporais desnecessários, tais como andar, flexionar, elevar, abaixar, entre outros, para procurar ferramentas ou documentos, geralmente quando o seu local de trabalho está cheio ou desorganizado. Esse desperdício por vezes atrasa o início dos trabalhos e interrompe o fluxo das atividades.

4. Espera

O desperdício de espera ocorre quando os recursos humanos ou materiais são obrigados a esperar desnecessariamente em função de atrasos na chegada de materiais ou indisponibilidade de recursos, incluindo informações.

5. Excesso de processos

Este desperdício refere-se aos processos que não acrescentam valor ao item que está a ser produzido, tais como etapas adicionais que não aumentam a qualidade do produto ou que excedem a qualidade pedida pelos clientes. Documentação desnecessária é também uma forma de desperdício de processos.

6. Superprodução

A superprodução ocorre quando o volume produzido em determinado espaço de tempo é maior do que o que a empresa pode vender, resultando num aumento no stock de produtos acabados.

O excesso de produção esconde desperdícios, já que muitos pensam que o stock é considerado um ativo de valor para a empresa, desconsiderando a linha do tempo no fluxo de caixa e o risco dos produtos em stock se tornarem obsoletos ou implicarem custos para os manter até que possam ser vendidos, além do risco de não serem vendidos de todo.

7. Defeitos

Qualidade é fazer a coisa certa na primeira vez. Nesse sentido, qualidade é prevenção e planeamento, e não correção e inspeção. A má qualidade ou defeito, além de resultar na insatisfação do cliente e em danos à imagem da empresa, também gera desperdícios devido aos custos e tempo envolvido para repor um produto defeituoso. Medidas de prevenção e melhoria contínua são os meios mais eficazes para reduzir os desperdícios causados por defeitos.

8. Desperdício das ideias

Potenciais desperdiçados ou o não aproveitamento de talentos na organização podem ser fontes de desperdícios. É o desperdício do capital humano subutilizado ou o talento criativo dos funcionários não aproveitados ao máximo. As pessoas podem doar muito de si apenas se forem solicitadas a fazê-lo e havendo tempo suficiente para isso. Quando as pessoas não estão ocupadas com o tratamento dos outros desperdícios, podem agregar, inovar e criar muito valor para um produto que irá acrescentar valor para a organização na qual trabalha.